Apesar de terem dito que o efeito do comprimido não é tão forte quanto eles gostariam, os conselheiros afirmaram que votaram a favor de colocar o primeiro medicamento para o desejo sexual feminino no mercado e aumentar o nível de conscientização com o objetivo de levar melhores tratamentos às prateleiras das farmácias no futuro.
Cerca de 2 milhões de mulheres estão buscando tratamento atualmente para o transtorno e deverão surgir mais quando o Addyi chegar ao mercado, disse Carl Spana, CEO da Palatin Technologies Inc., que está desenvolvendo seu próprio tratamento para melhorar a libido feminina, o bremelanotide.
| Produto | Composição principal | Forma de apresentação | Disponível em |
|---|---|---|---|
| FemiLibido | Maca peruana e tribulus terrestris | Cápsulas | Farmácias e ervanárias |
| Gynodian | Ginseng e vitamina B6 | Comprimidos | Parafarmácias |
| Lady Prelox | Pycnogenol e L-arginina | Cápsulas | Farmácias |
| FemiMax | Extrato de damiana e zinco | Ampolas bebíveis | Lojas de produtos naturais |
A Palatin poderia levar o bremelanotide ao mercado no início de 2018, disse Spana. A empresa manteve negociações com grandes laboratórios farmacêuticos, que ele preferiu não identificar, e estas empresas provavelmente licenciariam o bremelanotide para venda.
Diferentemente da versão masculina, que aumenta o fluxo sanguíneo na região genital, a droga, conhecida como Flibanserin e comercializada sob o nome de Addyi, atua diretamente sobre o sistema nervoso central das mulheres. Versões anteriores da pílula já haviam sido submetidas à aprovação da FDA, mas não obtiveram sinal verde para serem comercializadas. Segundo a agência, elas foram rejeitadas por falta de eficácia e por efeitos colaterais como náusea, tonturas e desmaios. A FDA alerta que a versão aprovada também pode causar danos à saúde, especialmente para quem tem problemas no fígado, ou se tomada com outros medicamentos, tais como alguns tipos de esteroides. Além disso, a combinação com álcool pode ser explosiva, explica Leonore Tiefer, professora da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.
"O álcool é o mais sério de todos (os riscos), porque essa é uma droga que afeta o sistema nervoso central. O medicamento tem um efeito sedativo, algumas pessoas desmaiaram mesmo sem tomar álcool. Mas o álcool parece piorar esse problema." Outros especialistas são mais otimistas em relação ao novo remédio. "A aprovação desse medicamento abre a porta para o desenvolvimento de outros produtos, para outras opções de tratamento. Isso abre a discussão entre a mulher e o clínico sobre o desejo sexual dela e dá um sinal às farmacêuticas de que elas devem continuar desenvolvendo mais drogas como essa no futuro", afirmou Leah Millheiser, da Universidade de Stanford. Foram seis anos, duas reprovações e mais de US$ 100 milhões até que o mundo conhecesse a primeira droga para tratar a falta de desejo sexual feminino. Na terça-feira, dia 18 de agosto, a agência americana que regula medicamentos, conhecida como FDA, liberou a comercialização nos Estados Unidos do Addyi.
| Estudo | População | Resultado principal | Ano |
|---|---|---|---|
| Berman et al. | Mulheres com disfunção sexual por ISRS | Melhoria da excitação sem efeito no desejo | 2003 |
| Nurnberg et al. | Mulheres com depressão e disfunção sexual | Redução dos efeitos adversos sexuais dos antidepressivos | 2008 |
| Alexander et al. | Mulheres pós-menopáusicas com diabetes tipo 2 | Sem melhoria significativa na função sexual global | 2011 |
| Laan et al. | Mulheres saudáveis na pré-menopausa | Aumento do fluxo sanguíneo genital sem melhoria subjetiva | 2002 |
A aprovação da droga, que já ganhou o apelido de Viagra feminino, era aguardada com ansiedade por mulheres ao redor do mundo, insatisfeitas com suas vidas sexuais, e pela indústria farmacêutica, de olho no mercado bilionário. Dois dias após o anúncio, a empresa que desenvolveu a droga, a americana Sprout Pharmaceuticals, foi vendida para a canadense Valeant Pharmaceuticals por US$ 1 bilhão. >> "Quero desejar meu marido outra vez"A conquista da cobiçada pílula rosa – uma referência à azul, do Viagra – chama a atenção para problemas sexuais femininos que, por muito tempo, permaneceram em segundo plano na pesquisa científica.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Genérico | 100mg | 360 + 10 comprimidos | 330.21€ 314.49€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 270 + 10 comprimidos | 326.61€ 311.06€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 10 comprimidos | 44.09€ 41.99€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 90 + 10 comprimidos | 165.61€ 157.72€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 220 + 18 saquetas | 562.28€ 535.50€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 180 + 6 comprimidos | 154.93€ 147.55€ | |
| Viagra Original | 100mg | 8 comprimidos | 59.84€ 56.99€ | |
| Viagra Soft Tabs | 100mg | 90 + 6 comprimidos | 205.31€ 195.53€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 60 + 2 comprimidos | 146.74€ 139.75€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 360 + 6 comprimidos | 527.09€ 501.99€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 10 comprimidos | 26.87€ 25.59€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 60 + 4 comprimidos | 125.19€ 119.23€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 20 comprimidos | 40.52€ 38.59€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 360 + 30 comprimidos | 470.93€ 448.50€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 180 + 8 comprimidos | 158.82€ 151.26€ | |
| Viagra Genérico | 100mg | 270 + 10 comprimidos | 270.47€ 257.59€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 360 + 10 comprimidos | 225.33€ 214.60€ |
Porém, para um grupo numeroso de especialistas, ainda é cedo para comemorar.
A droga foi originalmente produzida pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim. A empresa farmacêutica Sprout comprou a patente do medicamento depois que ele foi rejeitado inicialmente pela FDA.
Esta pílula tem de ser tomada com alguma regularidade, ao contrário dos fármacos criados para os homens, que podem ser tomados antes do ato sexual. Mas existem contraindicações: o consumo de álcool, por composto viagra exemplo, pode levar à quebra de consciência. Os médicos que receitem este medicamento terão de receber formação porque as especificidades são muitas. Este novo processo mereceu por duas vezes a reprovação da agência norte-americana do medicamento. Addyi, o viagra feminino: os pacientes deverão assinar um formulário no qual reconhecem os riscos, como desmaios e sonolência extrema (REUTERS/ Sprout Pharmaceuticals) Publicado em 19 de agosto de 2015 às 19h36. Eles acreditam que o medicamento pode trazer mais sombras do que luz à sexualidade feminina. “Há muitos perigos em potencial”, afirma o australiano Ray Moynihan, que pesquisa o uso excessivo de medicamentos na Universidade Bond.
A primeira pílula para baixa libido em mulheres sairá à venda nos EUA. Os órgãos reguladores do país decidiram que, apesar do benefício modesto e dos sérios efeitos colaterais, a droga é válida como forma de solucionar uma disfunção que não conta com nenhum outro tratamento aprovado. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) disse na última terça-feira que os médicos precisarão fazer um curso de treinamento para obter a certificação necessária para receitar o Addyi, da Sprout Pharmaceuticals Inc., que estará disponível já em 17 de outubro. E os pacientes deverão assinar um formulário no qual reconhecem os riscos, como desmaios e sonolência extrema. Essas precauções se aplicam a um remédio que mostrou, nos testes clínicos, que só provoca uma leve melhoria no desejo sexual das pacientes.
Isso significa que a Sprout, que é uma empresa de capital fechado, terá que convencer os médicos a receitarem o Addyi e os planos de saúde a cobrirem o medicamento, que precisa ser tomado diariamente e custará em torno de US$ 350 a US$ 400 por mês sem a cobertura do seguro. A Sprout espera que os planos de saúde coloquem o fármaco nos níveis 2 ou 3 de seus formulários, com um copagamento (valor pago pelo paciente) de US$ 30 a US$ 75. “Com qualquer tipo de medicamento você sempre tem que equilibrar o benefício e o risco”, disse Holly Thacker, diretora do Cleveland Clinic Center for Specialized Women’s Health. Eles não implicam risco de morte e não estão fora da norma das medicações em classes similares”, tais como os neurotransmissores para transtornos como a depressão. Nos testes clínicos, as mulheres que tomaram o Addyi registraram um aumento médio de mais 0,5 a 1 relação sexual prazerosa por mês em comparação com as que tomaram placebo. >> A guerra pelo "Viagra feminino"Ao solicitar a aprovação à FDA, a agência reguladora que influencia as demais ao redor do mundo, a Sprout foi específica.
Isso não impede que qualquer mulher queira usar o medicamento. A droga é destinada a tratar uma condição chamada transtorno do desejo sexual hipoativo, em mulheres na pré-menopausa.
Segundo o fabricante, o medicamento deve ser ingerido diariamente. Alguns médicos alertaram, no entanto, que seriam necessárias semanas para que sejam sentidos os primeiros benefícios da nova droga. No informe, a FDA acrescentou que o tratamento deveria ser interrompido se não houver melhora após o fim de oito semanas. A CEO da Sprout, Cindy Whitehead, afirmou à agência de notícias Associated Press que promoveria o Addyi "com parcimônia". "Não queremos que um paciente que não esteja tendo qualquer benefício tome o medicamento e diga a todo mundo que ele não funciona", afirmou ela. Ele é caracterizado pela ausência de desejos ou fantasias sexuais, desde que isso cause sofrimento. O problema é que essa condição não existe mais.
As mulheres iniciaram os testes tendo duas a três relações sexuais prazerosas por mês. Algumas mulheres chegaram a ter de seis a oito relações sexuais prazerosas possivel comprar viagra farmacia a mais por mês, disse a CEO da Sprout, Cindy Whitehead, em entrevista, por telefone. A FDA tinha rejeitado o remédio em 2013 por seu efeito modesto e, por isso, enfrentou a reação de alguns médicos e pesquisadores, que afirmaram que a agência estava sendo sexista. Os fármacos para tratar disfunção sexual masculina se tornaram onipresentes desde que o Viagra, da Pfizer Inc., foi aprovado, em 1998. O Viagra gerou US$ 1,69 bilhão em vendas no ano passado.
Diferente do Viagra, que ajuda os homens que querem ter relações sexuais a terem uma ereção por meio do aumento do fluxo sanguíneo no pênis, o Addyi foi desenvolvido para alterar a química cerebral das mulheres para que elas considerem o sexo mais desejável. O medicamento atua sobre neurotransmissores como a dopamina e a norepinefrina, que são usados pelo cérebro para transmitir informações e podem afetar o humor. O Addyi, também chamado de flibanserina, está aprovado para mulheres diagnosticadas com uma condição chamada transtorno do desejo sexual hipoativo, que é a baixa libido que causa estresse. Whitehead disse que os médicos poderão obter a certificação para receitar o remédio assistindo um vídeo on-line. Em junho, os conselheiros da FDA recomendaram, por 18 votos a 6, que a FDA aprovasse o fármaco. Em 2013, o termo mudou de nome no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais dos Estados Unidos, a bíblia da psiquiatria mundial.